O Corpo é o Meu Laboratório de Aprendizagem.

O Corpo é o Meu Laboratório de Aprendizagem.
 

O meu corpo é o meu laboratório de aprendizagem!… Como é isso possível?

 

É possível porque o corpo é a expressão visível da consciência individual assim como o corpo social é a expressão da consciência coletiva. Cada parte e cada órgão do corpo correspondem a uma zona específica da psique, bem como a uma emoção e problemáticas específicas (a fisionomia, a bioenergética e a psicomassagem baseiam-se nas referidas correspondências). O locus minoris residentiae será o órgão que tem de assumir o processo de aprendizagem no plano corporal sempre que o  indivíduo não preste a devida atenção ao problema psíquico que lhe corresponde.

Antigos professores da humanidade:

Graham Hancock (2003), “Supernatural”, refere que há menos de 50.000 anos atrás a humanidade não possuía arte, religião, simbolismo sofisticado ou pensamento inovador. Então, ocorreu uma profunda mudança, descrita por cientistas como o “maior enigma na história da humanidade”, na medida em que, todas as habilidades e qualidades que mais valorizamos em nós próprios, surgiram completamente formadas, manifestando-se através de poderes escondidos. Os cientistas têm vindo a considerar a possibilidade de tais “alucinações” serem percepções reais de outras “dimensões”. Poderiam as primeiras gravuras “sobrenaturais”, nas grutas e abrigos rochosos, serem os “Antigos Professores da Humanidade”? Será possível que a evolução da humanidade seja muito mais do que um processo “cego” ou “desprovido de sentido” que Darwin identificou, mas algo mais, cujo propósito e inteligência ainda nos ilude, e o qual ainda mal começamos a compreender? O Xamanismo é uma conexão dinâmica com a totalidade da vida no planeta. O xamanismo tornou-se num catalisador social. Onde os alucinogénios vegetais não ocorrem, a inovação cultural acontece muito devagar, refere Terence McKenna (1992), se é que o faz de todo. Os Xamãs são a vanguarda deste avanço criativo.

evolução homem

Graham Hangcock (2003) chama de “encontros com os antigos professores da humanidade…” os contactos facilitados pelas experiências de estados modificados de consciência após ingestão de ayahuasca. A exploração destas dimensões paralelas permitiram à humanidade, num passado e no presente, através do xamanismo, ou tradição espiritual mais antiga da terra, conhecer a sua realidade externa e interna. Facilita o acesso ao “reinos espirituais”, normalmente invisíveis aos nossos instrumentos e inacessíveis aos estados de consciência comuns; A DMT ou N-dimetiltriptamina permite a MUDANÇA DE FASE DO CÉREBRO enquanto Transdutor Energético Biológico Espacio-Temporal (processador de cristais líquidos), com capacidade de fazer a ponte entre realidades distintas.

O Trauma Civilizacional:

O processo de civilizar alguém depende inevitavelmente do trauma, porque um indivíduo maduro e consciente de si, reconhece esta perversão e obviamente não aceita a ideia de civilização. Os ideias de propriedade, hierarquia ou Estado, são tão contrários à nossa natureza tribal, que têm de ser “empurrados” à força na mente humana. Este processo provoca uma rotura na mente, rendendo uma parte de si ao “inimigo invasor”. É por esta razão que o “falso eu” nunca foi verdadeiramente integrado na mente humana, em vez disso, ocupa a mente como um corpo estranho, “um vírus”, permanecendo separado e acima de uma vida mental normal e saudável. Oculto por este “falso eu”, ainda vive a identidade original da pessoa (“Eu original” ou primitivo, primeiro; o núcleo da nossa identidade pessoal é ancestral; camada mais antiga da psique; sabedoria primeva das ideias e raízes tribais). As ideias tribais ameaçam a civilização e por isso não passam pela censura do “falso eu” que é subserviente aos desafios civilizacionais.

O “Trauma Civilizacional” cria o enredo para que os seus actores experimentem os três caracteres arquetípicos nas suas histórias pessoais e em todos os níveis da sociedade,  que formam um triângulo opressivo de perda de soberania individual. Estes personagens são a vítima, o perpetrador e o salvador. Tornamo-nos defensivos, e insistimos no direito em argumentar e defender a nossa verdade, aquela na qual somos vítimas, mal compreendidos, abusados, abandonados, traídos e por aí em diante. Nós vivemos estes arquétipos através do nosso corpo tornando-se um laboratório de experiências.

Princípio do Prazer e da Realidade:

Os 3 estágios do homem relacionam-se com 3 perspectivas temporais diferentes: passado, presente e futuro. O bébé vive completamente o presente e o adulto, parcialmente no futuro ou passado. Estas diferentes perspectivas temporais da criança e adulto são relativas aos princípios básicos subjacentes ao comportamento humano: o princípio do prazer e da realidade:

  • Princípio do Prazer: assume que todo o organismo procura o prazer e evita a dor;
  • Princípio da Realidade: afirma que o prazer pode ser adiado ou uma dor tolerada, em nome de um prazer maior ou para evitar-se uma dor maior no futuro. O funcionamento do princípio da realidade depende da capacidade de antecipação duma situação futura.

Os problemas começam quando nos tornamos incapazes de manter o equilibrio entre estas duas perspectivas. No processo civilizacional (ex: industrialização), a tendência da cultura é focar a nossa atenção no futuro. Todos nós, desde crianças, somos condicionados a orientar o nosso sentido de valor em função de objetivos, planos, projetos. Envolvem-se as pessoas numa atividade interminável, num incessante fazer, que é a antítese do ser. Esta concentração exagerada no futuro rouba do presente o seu significado e prazer. E, uma vez que o futuro decorre do presente, a perda do presente faz do futuro um sonho ou uma ilusão. É como construir uma casa sem bases. Por isso vemos tantas pessoas deprimidas. O equilibrio adequado pode ser obtido quando a pessoa ou a sociedade estiverem fundamentadas no corpo, no presente, no ser.

O Modo de Ter e de Fazer:

Água, alimento e energia estarão gratuitamente disponíveis a toda a humanidade assim que seguirmos a lógica da natureza e abandonarmos a lógica do capital. Dieter Duhm

A economia alimenta-se vorazmente do nosso modo de ter. Sem co-dependências a economia definha e extingue-se. A economia é um parasita implantado no nosso sistema tribal original que exacerba o confronto pela “lei do mais forte“. O modo possessivo não só reduz o ser como ainda restringe a liberdade. As coisas que possuimos na verdade possuem-nos. Somos possuidos pelas nossas posses no sentido de termos que pensar a respeito delas, de nos preocupar por causa delas, cuidar delas. Não estamos livres porque para muitos de nós, as coisas que temos acabam por representar a nossa falsa identidade, falsa segurança e até mesmo a nossa in-sanidade.

  • O modo ter baseia-se em relacionamentos possessivos. O si-mesmo é visto como um eu que tem esposa, casa, carro, emprego, até um corpo (posição egocentrica). Este modo desenvolveu-se a partir da propriedade privada, do poder e do lucro, dependendo deles. O objetivo incide no individo em vez da comunidade;
  • O modo ser, por outro lado, fundamenta-se no amar, no dar e em relacionamentos compartilhados. Neste modo, a medida do si-mesmo não é dada em termos do que a pessoa possui, mas sim em termos do quanto ela dá ou ama. No modo de ser, a pessoa encontra a sua identidade através da sua responsabilidade para com a comunidade (Ex: Projeto TAMERA – é um modelo sustentável)

A economia alimenta-se vorazmente do nosso modo de ter. Sem co-dependências a economia definha e extingue-se.

O corpo no resgate da sabedoria primeva.

O corpo enquanto laboratório de aprendizagem reconhece a importância da doutrina “Conhece-te a Ti mesmo“. Para se conhecer a nossa identidade teremos que entrar em contacto com o corpo. A maioria de nós não está em contacto com o seu corpo, ou no máximo apenas sentem partes limitadas dele. Não estão fundamentadas | enraizadas (grounded) na realidade dos seus corpos. As partes com as quais não estão em contacto contêm os sentimentos assustadores que são a contrapartida das imagens assustadoras na mente. Seja qual for o grau em que a pessoa está fora de contacto com uma parte do seu corpo, ela está fora do contacto com o sentimento relacionado com a mobilidade dessa parte. A meta da “terapia corporal” é a autodescoberta, que implica o resgate da sua alma e a libertação do espírito. Este processo acontece em três passos:

  • 1.º PASSO: é a auto-perceção consciente que significa sentir cada parte do próprio corpo e as sensações que nela podem surgir;
  • 2.º PASSO: auto-expressão. Se os sentimentos não são expressos, tornam-se reprimidos e a pessoa perde o contacto com a sua identidade;
  • 3.º PASSO: libertação e autodomínio. Significa que o indivíduo sabe o que sente, está em contacto consigo mesmo. Tem também a capacidade de se expressar de modo apropriado para promover os seus maiores interesses. Está em contacto consigo próprio. Liberta-se do sentimento de culpa e vergonha por ser como é, das tensões musculares corporais que bloqueiam a sua auto-expressão e limitam a auto-perceção consciente, substituindo-as por auto-aceitação e liberdade de ser.

 

árvore da vida shamanEste é o “caminho do herói“, o “caminho da revelação direta” utilizando o “corpo como laboratório de aprendizagem“. O corpo enquanto superfície de projeção, pode ser um excelente auxiliar para um melhor discernimento, mas as soluções apenas podem ser fornecidas pelo conhecimento. Cada processo corporal patológico representa, portanto, unicamente o desenvolvimento simbólico de um problema cuja experiência enriquecerá a consciência. O nosso “corpo é um laboratório de aprendizagem” porque exprime de forma inequívoca as experiências da psique, ou seja, as crenças que decidimos abraçar e destas, aquelas que estão em sintonia com o equilíbrio universal e aquelas que dele se afastam. Quando nos afastamos adoecemos, quando nos aproximamos vivemos com saúde, equilíbrio, bem-estar e plenitude.

 

“(…) Existem teias e tramas ordenadas e ordenadoras de significados e de orientação de conduta e das relações entre os homens e a natureza, e entre eles. Tal concepção conduz-nos a reflectir sobre os significados que estamos a dar, aos traçados que estamos a fazer, as teias que estamos a construir a partir da opção civilizacional que fizemos. Perguntamo-nos acerca das diferentes opções que o homem fez para construir o seu percurso e quais as encruzilhadas que nos têm levado a tais opções. Vemo-nos diante de uma crise que determina a re-visão dessas opções, por conseguinte, talvez seja a hora do balanço, já que estamos a assistir ao colapso do projecto de desenvolvimento que empreendemos”.

Arlete P. Schubert (2001)

João Jorge

“O Corpo é o Meu Laboratório de Aprendizagem ©”

João Jorge

Share and Enjoy

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
  • LinkedIn
  • Email
  • PDF
  • RSS
Leave a Reply

eBOOK gratuito!…

Para receber o eBOOK basta escrever o seu email. Em seguida receberá um pedido de confirmação na sua caixa de correio.

Consulte o livro CRD:

Conheça o manual que lhe permite compreender como é que o potencial transformador ou sabedoria residente sempre esteve e está nas nossas mãos. Aprenda a utilizar esse PODER INTERIOR!...

Sample Image

Contactos:

Rua de São Jorge n.º 22, Benedita, Portugal
Phone: (+351) 965 560 536
Fax: Não
Website: http://dinergicfit.com
Email: info@dinergicfit.com

Redes Sociais:

facebookgoogle +TwitterLinkedinRSS subscreverJogos Cooperativos

Projeto

Conhecer o Projeto dinergicfit: